segunda-feira, 21 de julho de 2008

DIT 1(REPOSTAGEM)


Publico agora a segunda parte do comentário do filme Antônia, que está no post filmes 2, logo baixo.

O papel que o Brasil exerce na economia mundial hoje ainda é um tanto quanto dúbio, afinal temos bases sólidas na produção industrial e no agrobussiness, o que até certo ponto é interessante, pois é salutar a todo país ter um mínimo de produção industrial para que não dependa de importação para tudo. Mas o Brasil, além de produzir para si, produz também para o mundo, seja pela extensão territorial para agricultura ou seja pela mão de obra barata e disponibilidade de recursos naturais. O porém reside no fato dessa produção gigante consumir em demasia o meio ambiente na produção de energia, no desmatamento para aumentar as áreas agrícolas latifundiárias e no consumo direto de matérias primas.

De modo que surge como alternativa idealizada de crescimento o desenvolvimento sustentável (aqui também), ou melhor, uma forma de produzir sem que consumamos aquilo que temos de mais preciso para a vida e para a economia, que é a biodiversidade e outros recursos como água, ferro e etc. como fazer então?

São inúmeras as divergências, opiniões e vontades, mas o fato é que produzir idéias tem sido uma das coisas mais importante que fazemos. O filme Antônia é uma idéia, goste do enredo ou não, que corrobora a melhora da produção cinematográfica. Quem sabe não conseguimos vender o filme, o livro, o cd, o adesivo, o site, a camiseta mundo a fora. Com certeza vender essas mercadorias por ai e por lá será mais interessante do que produzir cds de filmes de outros países. Por exemplo, quando você compra o cd de um filme americano, onde ele é produzido? Na Zona Franca de Manaus. E quem ganha mais, a fábrica ou o estúdio que produziu a idéia do cd?

A mesma coisa se aplica com pesquisas científicas, patentes de novas mercadorias como os games produzidos em Recife e até com a biodiversidade, como foi o caso do açaí e da água ardente, que foram registradas primeiro no Japão. Um outro excelente exemplo de que o Brasil tem potencialidade na produção de novas tecnologias, é o IINN (Instituto Internacional de Neurociência de Natal). Segue abaixo, trechos de reportagem da Folha de São Paulo do dia 25/02/07:

Depois de três anos do lançamento oficial da idéia, o IINN (Instituto Internacional de Neurociência de Natal) é uma realidade. O centro foi inaugurado ontem, na capital do Rio Grande do Norte, pelo trio de cientistas brasileiros que o conceberam enquanto faziam carreira nos EUA.As obras do instituto, cujos cinco prédios se dividem entre Natal e o município vizinho de Macaíba, só devem ficar prontas em 40 dias. Mas os pesquisadores já vislumbram uma segunda instituição do tipo, em um dos Estados mais carentes do Brasil: o Piauí."Estes anos de trabalho não foram fáceis. Tivemos de criar todo um mecanismo novo, que não existia no Brasil", disse à Folha o neurocientista Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, principal cérebro por trás do novo centro do cérebro.(...)

(...)Apesar de a construção do complexo de ensino e pesquisa ter levado um tempo maior do que o previsto, as pesquisas feitas na cidade de Natal, sob orientação do brasiliense Sidarta Ribeiro -pupilo de Nicolelis que trocou a Carolina do Norte pelo Rio Grande do Norte para dirigir o IINN-, já estão começando a aparecer.No congresso científico que será realizado até amanhã na capital potiguar serão apresentados sete trabalhos já feitos totalmente na estrutura do novo centro de pesquisa."Estão envolvidos nessas pesquisas alunos de graduação, de mestrado e de doutorado", afirmou Ribeiro.(...) Nessa empreitada de levar a ciência para o nordeste do Brasil -além das pesquisas de ponta, também vão funcionar na região projetos sociais e educacionais voltados para comunidades carentes. "Este é um projeto que colabora com a repatriação de cérebros brasileiros", dizia um dos trechos do documento enviado por Lula.(...) Para Meirelles, presidente do BC, a implantação de um centro de neurociência em Natal, no futuro, poderá ser comparada com a criação da Embrapa e da Embraer."Este é um passo importante tanto para a ciência como para a economia."

E você? O que acha? Vais produzir idéias ou tudo isso é fogo de palha?

4 comentários:

Tarso Loureiro disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Lucas disse...

é verdade, idéia e conhecimento não oculpam lugar no espaço, então, quanto mais melhor!

bioblogpe disse...

Olá Thiago
Vim dá uma olhada no teu blog por indicação de um amigo, gosto desse mundo dos blogs, que nos atualiza e faz ver as coisas sobre diferentes visões. Sempre bom conflitar nossa opiniões.
Sobre a primeira postagem do filme Antônia, apesar de não ter visto o filme, mas acompanhava a série qdo podia. Acho mesmo que não devemos nos acostumar com a violência, mas parece que estamos. Infelizmente. Basta comparar as crianças do meu ou nosso tempo e as de hoje, uma vez vi a uma reportagem, onde a reporte perguntou: do que vc tem mais medo, e a criança disse: do bandido armado. No nosso tempo provável resposta seria homem do saco, mulher do algodão ou qualquer invenção dessas.
Sobre esta postagem
E como temos pesquisadores bons, boas idéias etc e tal, uma pena que muita das profissões a pesquisa fica em segundo plano devido ao não investimento, de todo um conjunto. Acho um crime uma universidade não abraçar uma idéia nova, e sabemos o quanto isso acontece. Até parece que eles querem formar bons estudiosos apenas, sem dá vez ao ser empreendedor.
Adorei teu blog, apesar de não ser professora, tenho um com um amigo professor e adoro passar horinhas do meu dia reciclando minhas idéias para montar uma postagem.
Desde já o teu blog ta lá recomendado no meu.
Desculpa o tamanho do comentário, mas não resistir. Sabe neh? Mulher fala demais.
Thially Holanda
Um abraço.

thiagokoutzii@hotmail.com disse...

legal thially!

mas qual é o seu blog?

tentei linkar e nao conseggui!

bj