segunda-feira, 21 de julho de 2008

filmes 2 (REPOSTAGEM)


Você já assistiu o filme Antônia?

Essa indicação não tem nada a ver com o fato de ser em São Paulo, nem com o fato da trilha ter o rap como fio condutor e nem com a beleza sem vulgaridade da Negra Lee.
São dois os motivos que me fizeram escrever sobre ele, um “geográfico” e o outro midiático.

A mídia ama, adora explorar a violência levando aos lares um pouco do que chamam de Brasil verdadeiro.
Usam como justificativa a idéia de que a violência é real e precisamos tomar providências, mas não vou cair nessa armadilha, pois o objetivo é falar do filme.
Filmado nas periferias de São Paulo a película tinha tudo para explorar a violência e a barbárie sanguinolenta e incivilizada dos pobres.
Mas não, a opção foi muitíssimo mais digna, mostrando a luta e a perseguição de um sonho por parte de mulheres, negras e pobres que sempre são subjugadas pela pobreza, pela cor da pele ou pelo fato de serem mulheres.
A abordagem da vida das personagens é algo que a mídia comum poderia aprender a ver e relatar ao mundo, levando aos lares de todas as classes sociais a dignidade de quem luta de quem se mexe, de quem justifica sua existência mesmo quando sofrida! A auto-estima das personagens está distante do fato de terem dinheiro ou serem bonitas, ela reside pura e simplesmente na coerência das atitudes, na força de vontade, na idéia de que se pode mover uma montanha, desde que haja determinação.

Não sei ao certo se é possível mover a montanha, mas é fato que a tentativa cria e desenvolve uma imagem positiva, bem diferente das cenas exploradas repetidamente pelas mídias e outros filmes no dia a dia televisivo. No Antônia, você não verá um "suposto traficante"!
Não quero aqui ser contra outros filmes ou contra a linguagem que usa a violência (como os excelentes Kill Bill ou Sin City), mas não pode ser só isso, concordam?

Outra questão a ser abordada é o fato de o Brasil estar melhorando muito seu currículo cinematográfico. E o que isso tem com a Geografia?

Junto com a evolução cinematográfica, criação de institutos científicos e desenvolvimentos de novas tecnologias, uma parte (infelizmente pequena) do Brasil esta na dianteira da DIT do século XXI, como explicarei no próximo post.

Um comentário:

Lucas disse...

Po, até concordo com tudo que tu disse, mas o filme em si, achei fraco.
Tem filmes brasileiros melhores e que tbm não falam de violência.:}
mas enfim, vale a dica, vejam.