quinta-feira, 17 de julho de 2008

protecionismo 1 (REPOSTAGEM)


Partirei do princípio que você já sabe alguma coisa a esse respeito, mas se não souber nada, já sabe o que fazer (esse link não é dos melhores, mas vá lá). Mas esse post tem o objetivo de apresentar uma nova forma de praticar o protecionismo, sobretudo por países mais ricos.
Com o aquecimento global pautando uma série de encontros e reuniões diplomáticas e colocando a emissão de CO2 como um inimigo a ser abatido (a talvez seja mesmo), recai sobre países que estão crescendo na produção e consumo de mercadorias diversas, que para serem produzidas ou consumidas geram CO2.

Na medida em que essas questões tomam proporções histéricas na mídia, os países que exercem maior poder no jogo diplomático internacional podem forçar a implementação de regras contra a produção do famigerado gás, que estrito senso, é a mesma coisa que limitar o tamanho da produção / consumo industrial de um país. Pode até ser uma boa idéia, desde que todos os países tenham a mesma força industrial.

Antes que você pense algo, responda, os países tem as mesmas condições de produção / consumo industrial?

Não.

Por isso que podemos chamar de protecionismo verde, pois usando o argumento verdadeiro do aquecimento global, pode-se congelar ou esfriar o desenvolvimento industrial de um país que teria como crescer a sua produção. Enquanto isso, países com parques industriais já estabelecidos, ao manterem suas emissões, continuaram na frente dos outros que ainda estão em crescimento.

O trocadilho inevitável é protecionismo ou oportunismo?

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito boas as infos e dicas sobre coord. geográficas! Qto. a esse tema, lembremos q o principal instrumento da Convenção das mudanças climáticas é o mercado de crédito de CO2, para compensar os países menos poluidores e “desenvolvidos" do gde. voulume de emissão dos mais ricos, não só pelo freio no crescimento industrial... é um instrumento interessante que - tomara - possa ser aprimorado para que esse grande problema ambiental global seja tratado com o destaque que merece, porém, sem criar ainda mais desigualdade.
beijo,
Tati