quinta-feira, 3 de julho de 2008

CRÉDITOS DE CARBONO 1 (repostagem)




34 milhões de reais foram arrecadados pela prefeitura de SP (e aqui também) na semana passada com a venda de créditos de carbono, que faz parte da MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), assinado no protocolo de Kioto.

Empresas privadas, públicas, administrações municipais, estaduais e federais, ao conseguirem diminuir suas emissões de gases estufas, podem vender a diferença (via leilão e oficializada por empresas especialistas) para Estados ou empresas que usarão o ocorrido agregando valor (ecologicamente correto) às suas marcas.

O Brasil não tem grandes chances de fazer um bom trocado com os créditos de carbono, salvo em lixões, usinas termelétricas e uma ou outra empresa que durante seu processo de produção emite gases estufas. Isso ocorre por dois motivos específicos, nosso maior matriz energético não emite co2, por tanto não há como reduzir mais nesse campo, como fazem Índia, Coréia do Sul e China, maiores vendedores de créditos de carbono. Mesmo assim, poderemos vender alguns créditos uma vez que temos vários e vários lixões emissores de metano que pode ser aproveitado e várias termelétricas a carvão e petróleo (que podem e devem ser substituídos) nos rincões.
Outro problema do Brasil para obtenção de créditos, é o fato de ¾ da nossa emissão é proveniente de queimada, tanto de cana como de florestas. O protocolo de Kioto não permite geração de créditos pela diminuição de queimadas porque entendem que isso é obrigação!

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