domingo, 15 de junho de 2008

FOME DE TUDO 1(REPOSTAGEM)

Essa nova sessão do blog tentará indicar receitas a serem desenvolvidas para e com amigos aos finais de semana, deixando de lado as coisas pré prontas e estimulando os leitores a desfrutarem dos processos químicos, físicos e geográficos que uma tarde de cozinha com amigos podem suscitar!
Algum dos elementos da receita será linkado geograficamente! Hoje, o link é com o cheiroso Alecrim, que nunca é tido como o ponto principal das receitas, mas sem ele perde-se parte significativa do deleite dos sabores criados por você mesmo!

RECEITA
Ingredientes desta Receita:
• 1 ramo de alecrim fresco
• 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
• 1 xícara (chá) de vinho branco seco
• 2 colheres (sopa) de fondor
• 1 kg de sobrecoxa de frango desossadas

Preparo da Receita
De véspera, misture as sobrecoxas de frango, o Fondor, o vinho, o azeite e o alecrim. Cubra e deixe marinando na geladeira, virando os pedaços de vez em quando, para temperar por igual. No dia, coloque os pedaços de frango na grelha e asse até dourarem. Para saber se o frango já está assado, espete os pedaços. O suco que sai deve ser transparente.

O ALECRIM
Arbusto muito ramificado, sempre verde, com hastes lenhosas, folhas pequenas e finas, opostas. As flores reúnem-se em espiguilhas terminais e são de cor azul ou esbranquiçada. Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins, além de gostarem muito de sol, ou seja, excelente para você pçantar em solo recifense.

Toda a planta exala um aroma forte e agradável. Utilizada com fins culinários, medicinais, religiosos, a sua essência também é utilizada em perfumaria, como por exemplo, na produção da água-de-colônia, pois contém tanino, óleo essencial, pinere, cânfora e outros princípios ativos que lhe conferem propriedades excitantes, tônicas e estimulantes.

A sua flor é muita apreciada pelas abelhas produzindo assim um mel de extrema qualidade. Há quem plante alecrim perto de apiários, para influenciar o sabor do mel.

Sua origem remonta às praias do Mediterrâneo ( o nome rosmarinus vem do latino que significa "o orvalho que vem do mar", devido ao cheiro das flores vegetando à beira mar). . Carlos Magno obrigava os camponeses a cultivá-lo. Foi companheiro dos portugueses nas Entradas e Bandeiras. Antigamente queimava-se caules de alecrim para purificar o ar do quarto de doentes em hospitais.

Você lembra quais as características climáticas da região mediterrânea?
Temperaturas sempre altas, com mínimas de 12ºC no inverno (Janeiro) e períodos mais secos e quentes (27ºC) em Julho.
Dê uma boa olhada no mapa e no climograma e comece a traçar paralelos entre o processo de colonização das Américas, imigrantes europeus no Brasil e o Alecrim.

Certamente não faltou Alecrim no expansionismo Europeu, nem na América do Sul e nem na relação França e Norte da África, uma vez que o tempero demanda sol e isso temos cá e lá!
Também não sentiram falta do Alecrim os italianos que foram em direção a parte meridional do Brasil ou para a região sudeste, assim como espanhóis e portugueses.
E o Império Romano? seria tão vasto se tivesse se deslocado para o norte da Europa, onde o inverno é longo e com pouco sol, ou seja, sem Alecrim?

5 comentários:

Franklin Montanha disse...

vou comprar um chapéu só para poder tira-loo...

muito boa a idéiaa...

SoloGlaz disse...

Vou preparar

thiagokoutzii@hotmail.com disse...

e essa ainda é a versão beta!!
abçs

muzenza disse...

Valei-me Senhor do Bonfim!!!
Desse jeito... meu filho...fica difícil resistir!(água na boca)
Com pimenta fica bom ??

Tiê disse...

viva o alecrim!
está sempre presente na minha cozinha, principalmente nos molhos.

pena q pouca gente conhece o valor do seu uso culinário.