quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Geopolítica: Energia, Meio Ambiente e Tecnologia.

Geopolítica: Energia, Meio Ambiente e Tecnologia.

Pensando em uma escala global, parece não haver discordâncias na relação da questão ambiental com os recursos energéticos e tecnológicos em um mundo moderno que estabelece, cada vez mais, relações intrínsecas entre diferentes temas.

E é baseado nessa crença que essa nossa reflexão vai se pautar; buscando compreender um pouco mais da geopolítica do mundo atual.

O Oriente Médio é hoje a região do mundo com maior número de conflitos e pelo visto essa realidade parece não estar no fim. Recentemente, o governo Bush declarou que caso o Irã não suspender seu programa de enriquecimento de urânio poderá ocorrer a III Guerra Mundial.
Observe o mapa abaixo:


Mapa: Geopolítica do Oriente Médio

Além da localização do Oriente Médio, vemos os conflitos atuais e áreas potencialmente conflituosas.

Vale considerar que a concentração de conflitos no Golfo Pérsico e em Israel se destaca por motivos diferentes e relacionados, que não vamos explorar nesse texto.

As estatísticas mostram que o Golfo Pérsico abriga cerca de 60% do petróleo mundial e, esse dado por si só, já torna a região como sendo de grande interesse das grandes potências mundiais, principalmente do Império norte-americano.

O cartograma abaixo mostra a proximidade existente entre os pontos de ataque dos EUA na ocupação do Iraque (um dos países do Oriente Médio), os poços de petróleo, as regiões controladas por instituições norte-americanas junto com a proibição de Síria e Irã de usar seu espaço aéreo.


Fica claro aqui que a justificativa de levar a “democracia” ao Iraque cai por terra. Seria muita inocência acreditar que a maior potência mundial ocuparia uma região com tanto petróleo apenas para levar a “democracia”.
Será que o Iraque hoje vive uma realidade melhor que na época de Saddam Hussein?

O petróleo é um combustível fóssil, não renovável e que já teve o seu fim decretado inúmeras vezes... Agora se fala em um novo potencial, o Golfo da Guiné, próximo a Libéria e Nigéria, na África.

Mesmo assim a quantidade descoberta parece não ser suficiente para gerar energia a tantas máquinas. Só esse ano a China produziu 8.000.000 de carros, se equiparando com os números de EUA e Japão. O que fica claro é que o ritmo de prospecção de petróleo não acompanha o ritmo de produção e inovação tecnológica das potências mundiais e a transição dessa matriz energética já está sendo planejada.
Bobeira é achar que ficaremos sem energia!


Mares territoriais dos países do Golfo da Guiné


Engraçado que até o Brasil ganhou destaque com esse papo todo, de repente fomos reconhecidos como sendo um país com total condição de produzir Etanol a partir da cana-de-açúcar.
Em um primeiro acordo Brasil-EUA fica estabelecido que 2% do Etanol brasileiro substituiria a gasolina de ambos os países (o objetivo é chegar aos 15%).
Temos que considerar que para o objetivo ser alcançado será usado cerca de 20 milhões de hectares. Ocuparemos a Amazônia com a cana-de-acúcar para o Etanol.




Parece que com o mesmo autoritarismo que os EUA justificaram a sua ocupação no Iraque, sendo contra o Conselho de Segurança da ONU, o Brasil pode justificar a devastação da Amazônia para o plantio de cana-de-açúcar, gerando Etanol e diminuindo o Aquecimento Global. Não seria lindo?

O fato é que o Etanol não supre as necessidades mundiais em curto prazo e para superar em longo prazo a devastação ambiental seria catastrófica, em tempos de AQUECIMENTO GLOBAL.

Qual seria o combustível capaz de substituir o PETRÓLEO e dar apoio ao ETANOL em curto e longo prazo?
Parece que a resposta é o URÂNIO!




Atualmente os maiores produtores de URÂNIO são: Canadá e Austrália, mas o Cazaquistão já tem um projeto de assumir a liderança da produção de URÂNIO até 2010. (leia o link: http://br.noticias.yahoo.com/s/10082007/40/economia-cazaquistao-pretende-se-tornar-maior-produtor-uranio-mundo-ate.html

Esse cenário indica que: o Golfo da Guiné, a Amazônia no Brasil e o Cazaquistão assumem papéis fundamentais na corrida energética. Sai na frente o Cazaquistão, pois tem a fonte energética do futuro e com isso se torna o lugar mais observado do planeta.

Um conflito no Cazaquistão parece ser só uma questão de tempo. A maioria dos países que se localizam em suas proximidades já sofreu ataques norte-americanos e foram dominados em nome da “democracia”, como: Kuait, Iraque, Afeganistão, Paquistão. (Não esqueça das recentes ameaças do governo Bush ao Irã).

Sem dúvidas, parece que os diferentes temas hoje estão cada vez mais relacionados, criando uma rede de conexões e desafiando os diferentes sujeitos a desvendá-los.

5 comentários:

Tarso Loureiro disse...

Com a (perigosa) vantagem de ao dominar a tecnologia para geração de energia nuclear, dá-se um passo imprescindível para o domínio dessa tecnologia para fins bélicos, atraindo medo e respeito.
Embora concorde com a lógica da exposição, torço para que continuemos de fora dos grandes embates geopolíticos mundiais...

Amanda Gabriella disse...

É incrível como dinheiro sempre interliga os assuntos..
ah!o mapa não está abrindo!
e tirei as traças do meu blog
hauuhahua
beijão:*

capitão disse...

então, vamos a 3° guerra mundial...
ou seria uma nova GUERRA FRIA???
;axo q os EUA não tem coragem para entrar no irã...;
falam muito... mas, na hora de finalizar, eles correm pra casa;;;
axo q a china não vai deixar o irã sozinho nessa "possivel guerra"...

mas...
como diz o camarada
tarso, "torço para que continuemos de fora dos grandes embates geopolíticos mundiais..."
mesmo sendo praticamente impossivel, vendo q o brasil é um dos grandes produtores das "energias do futuro".

flw...

thiagokoutzii@hotmail.com disse...

E AI LE!!!
Bem vindo! a casa é nossa, é tudo nosso!
to ligado que não da para escrever tudo ao mesmo tempo agora, mas também estão no tabuleiro a Russia com o Putin, o peso comercial e financeiro da China, e a possibilidade do hugo chavez estar acreditando nele mesmo....
abç

capitão disse...

hum...