segunda-feira, 25 de agosto de 2008

TODACIDADE

Será que podemos caracterizar imperialismo (de maneira resumida, como o blog quase exige) como a ação política de um país sobre outro(s)? Ou seja, imperialismo é política pública e de Estado. Com essa caracterização, muitos e muitos adoram meter o pau nos EUA, principalmente por ele carregar até hoje, traços significativos de intervenções diretas em outros países. Assunto supra explorado.

Mas calma lá.
Note que países outrora imperialistas, como Japão, Alemanha, França, Inglaterra, Itália e amigos, votaram contra a invasão do Iraque. A ONU foi contra. E isso significa que a política imperialista, clássico do século XX, está ruindo.

Calma, não espume de raiva ainda, porque o dito acima não significa que a opressão e o domínio territorial deixaram de existir.... Mudou de nome e de cara.

Hoje, para caracterizar o poder que determina a forma com que o mundo anda, chama-se IMPÉRIO. Completamente diferente de imperialismo.

Quem tem o poder político ao ponto de determinar as mudanças na configuração territorial de alguma quebrada qualquer no mundo? Não são os países reacionários que acreditam estar no século XX, são as empresas transnacionais. Todas americanas? De jeito nenhum, Shell, Siemens, Fiat, Volkswagem, LG, petrobrás, Vale do Rio Doce, Philco Hitachi, Adidas, Puma, Umbro, Toyota, BMW, Honda, Sony, British Petroleum, Televisa, Globo, Arabian Air Lines, Embraer, São Paulo FC, enfim, várias e várias empresas dividem o mercado consumidor, as matérias primas e a mão de obra entre elas, e não são necessariamente americanas.

Claro que Bill Gates deve jantar com Bush, mas é subestimar o império achando que ele vem só dos EUA.

Articuladas e espalhadas pelo mundo, impõe suas necessidades aos governantes em troca de alguns empregos (talvez necessários e inescapáveis).
Agora me diga, você que estudou datilografia (sampleando o Tom Zé), onde é o lócus do poder? Onde o império se materializa? Onde ele se faz presente cotidianamente?
Em TODACIDADE. Nas ruas, nos desejos, nos medos, nas ambições que constroem a cidade, que constroem seus habitantes que constroem a cidade.

Por isso, eu e vocês vamos às ruas como quem sai num campo de batalha.
Guerreamos evitando desejos e frustrações por não sermos o que a propaganda diz que é o melhor. Guerreamos indo as ruas para ver o que os marqueteiros das corporations não podem planejar! O quase livre pensar.

Há demasiada humanidade, desejos e frustrações (máquina de fazer vilão – sampleando racionais mcs) nas ruas para que sejam simplesmente a casa do império.
Ou seja
Se aproprie da cidade, fazendo dela um playground, sem pensar em grana o tempo todo.
Isso não quer dizer para não trabalhar, mas de vez em quando, sair pra ver e fazer o mundo é legal e importante. Tão importante quanto inimigo do momento em que fazemos dinheiro.
Sei que me excedi nas palavras, mas a paciência é virtude dos fortes,



e só os fortes sobrevivem!

tudonosso!

4 comentários:

thiagokoutzii@hotmail.com disse...

as 3 fotos que seguem foram feitas em TODACIDADE, numa batalha sangrenta realizada por mim e amigos com o conccreto retilineo, que pretende resignificar o espaço organizado pelas corporations!
o mundo que vi e mostro pra vcs, é meu, é nosso, fruto de guerras inevitáveis para aqueles que vivem no império,
mas vivem para lançar virus no ar...
corro e lanço um virus no ar
sua propaganda não vai me enganar!

Franklin Montanha disse...

muito,muito,muito,bommmmmmm.....que mais eu posso dizer?

khalila disse...

"eu só quero andar em todas as cidades...
eu só quero andar sem ser incomodado..."

capitão F.r.j. disse...

concordo com o franklin...
já disse tudo...
mto bom...