segunda-feira, 15 de setembro de 2008

ATLAS ENERGÉTICOS 13 - HIDRELÉTRICAS - CAPACIDADE INSTALADA

FONTE

Em termos absolutos, os cinco maiores produtores de energia hidrelétrica no mundo são Canadá, China, Brasil, Estados Unidos e Rússia, respectivamente, conforme ilustrado na Figura 4.8. Em 2001, esses países foram responsáveis por quase 50% de toda a produção mundial de energia hidrelétrica (AIE, 2003).

Pouco menos de 60% da capacidade hidrelétrica instalada no Brasil está na Bacia do Rio Paraná. Outras bacias importantes são a do São Francisco e a do Tocantins, com 16% e 12%, respectivamente, da capacidade instalada no País. As bacias com menor potência instalada são as do Atlântico Norte/Nordeste e Amazonas, que somam apenas 1,5% da capacidade instalada no Brasil (Tabela 4.3).

Na Bacia do Paraná, destacam-se as sub-bacias 60 (Rio Paranaíba), 61 (Grande), 64 (Paranapanema) e 65 (Iguaçu), com índices que variam de 10,1% a 13,2% da capacidade instalada no País (Tabela 4.4). Na Bacia do São Francisco, destaca-se a sub-bacia 49 (rios São Francisco, Moxotó e outros), onde estão localizadas as usinas hidrelétricas de Xingó e Paulo Afonso IV, que somam juntas 5.460 MW de potência instalada. Na Bacia do Tocantins, destaca-se a sub-bacia 29, onde se localiza a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, cuja capacidade instalada poderá ser duplicada num futuro próximo. Uma ilustração da capacidade instalada em aproveitamentos hidrelétricos por sub-bacia hidrográfica é apresentada na Figura 4.9.

FIGURA 4.8 Capacidade instalada em usinas hidrelétricas no mundo - 1999
Fonte: THE INTERNATIONAL JOURNAL ON HYDROPOWER & DAMS - IJHD. World Atlas & Industry Guide. 2000.

TABELA 4.3 Capacidade instalada por bacia hidrográfica (MW) - situação em março de 2003
Fonte: Eletrobrás, 2003.

TABELA 4.4 Capacidade instalada por sub-bacia hidrográfica (MW) - situação em março de 2003
Fonte: CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS - ELETROBRAS. Sistema de informação do potencial hidrelétrico brasileiro - SIPOT. Rio de Janeiro, abr. 2003.

FIGURA 4.9 Capacidade instalada por sub-bacia hidrográfica - situação em março de 2003
Fonte: CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS - ELETROBRAS. Sistema de informação do potencial hidrelétrico brasileiro - SIPOT. Rio de Janeiro, abr. 2003.
Nota: Os números correspondem aos códigos das sub-bacias, como indicado na Tabela 4.4.

Em termos de esgotamento dos potenciais, verifica-se que as bacias mais saturadas são a do Paraná e a do São Francisco, com índices de aproveitamento (razão entre potencial aproveitado e potencial existente) de 64,5% e 39,2%, respectivamente (Tabela 4.5). As menores taxas de aproveitamento são verificadas nas bacias do Amazonas e Atlântico Norte/Nordeste. Em nível nacional, cerca de 25,6% do potencial hidrelétrico estimado já foi aproveitado. Em relação ao potencial inventariado, essa proporção aumenta para 37,3%. A Figura 4.10 ilustra os índices de aproveitamento dos potenciais hidráulicos brasileiros por sub-bacia hidrográfica.

TABELA 4.5 Índices de aproveitamento por bacia - situação em março de 2003
Fonte: CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS - ELETROBRAS. Sistema de informação do potencial hidrelétrico brasileiro - SIPOT. Rio de Janeiro, abr. 2003.

FIGURA 4.10 Índice de aproveitamento do potencial hidrelétrico brasileiro - situação em março de 2003
Fonte: CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS - ELETROBRAS. Sistema de informação do potencial hidrelétrico brasileiro - SIPOT. Rio de Janeiro, abr. 2003.
Nota: Os números correspondem aos códigos das sub-bacias, como indicado na Tabela 4.4.

Os baixos índices de aproveitamento da Bacia do Amazonas são devidos ao relevo predominante da região (planícies), à sua grande diversidade biológica e à distância dos principais centros consumidores de energia. Já na região centro-sul do País, o desenvolvimento econômico muito mais acelerado e o relevo predominante (planaltos) levaram a um maior aproveitamento dos seus potenciais hidráulicos. Mas, o processo de interiorização do País e o próprio esgotamento dos melhores potenciais das regiões Sul e Sudeste tem requerido um maior aproveitamento hidráulico em regiões mais remotas e economicamente menos desenvolvidas.

Na primeira metade do século XX, a grande maioria dos projetos hidrelétricos foi instalada na Região Sudeste. No período de 1945 a 1970, os empreendimentos se espalharam mais em direção ao Sul e ao Nordeste, com destaque para os Estados do Paraná e de Minas Gerais. Entre 1970 e meados dos anos 1980, espalharam-se por diversas regiões do País, graças ao aprimoramento de tecnologias de transmissão de energia elétrica em grandes blocos e distâncias. Nesse mesmo período, verificou-se também uma forte concentração de projetos na zona de transição entre as regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde estão duas importantes sub-bacias do Paraná (Grande e Paranaíba). Mais recentemente, têm-se destacado as regiões Norte e Centro-Oeste, principalmente o Estado de Mato Grosso.

A Figura 4.11 ilustra melhor a evolução da concentração dos empreendimentos hidrelétricos no País. Como se observa, até 1950, as usinas estavam concentradas próximas ao litoral, entre os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Atualmente, há uma dispersão mais acentuada, cujo centro de massa está localizado entre os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás.

FIGURA 4.11 Evolução da concentração das usinas hidrelétricas no Brasil (1950 e 2000)

3 comentários:

Anônimo disse...

nao achei nada do que eu procurava
ve se da uma melhorada nos arquivos

Anônimo disse...

nao achei nada do que eu procurava
ve se da uma melhorada nos arquivos

thiagokoutzii@hotmail.com disse...

anonimo,
conforme citado na fonte, esses mapas sao uma reproducao do atlas energetico do brasil.
material gratuito oferecido no link na postagem, alem de ser um material produzido pelo estado brasileiro, ou seja, todas as informacoes sao oficiais.

mas vc, ao inves de so ficar procurando coisas, pode escrever e pesquisar tb.
faca o seu blog, escreva o que vc pensa e seja feliz para la.

ou vc acha q esta num restaurante?