sexta-feira, 12 de setembro de 2008

PIRATAS

Rocha, o brasileiro (Roche ou Rock Brasiliano). (c.1630-c.1675). Alguns historiadores afirmam tratar-se de um holandês ligado por razões desconhecidas ao Brasil. Em 1670 atacou Campeche. Era um verdadeiro psicopata, tinha um ódio de morte aos espanhóis, submetendo-os às piores barbaridades, como assa-los em gralhas!!!!!

Rocha viveu na Jamaica e dominou por vários anos partes do mar do Caribe, por onde passavam várias e várias mercadorias da América para as metrópoles européias, quando não era saqueadas.

Provavelmente, Rocha estava presente de maneira indireta na ocupação holandesa ao Brasil,saqueando carregamentos espanhóis de açúcar e prata que passavam pelo Caribe.

O mar do caribe tem algumas características que você deve lembrar, como o fato de ser uma pequena placa tectônica, que cria diversos dobramentos modernos submarinos (ou formando ilhas, como no mapa), diminuindo a profundidade do mar nessa região que ao final do verão (Agosto) produz uma enorme quantidade de furacões, como o Katrina que varreu o Sul dos EUA.


voltemos a parte política e econômica da questão, q envolve o Rocha! Em linhas gerais, as invasões holandesas do Brasil podem ser recortadas em dois grandes períodos:
• 1624-1625 - Invasão de Salvador, na Bahia
• 1630-1654 - Invasão de Recife e Olinda, em Pernambuco
o 1630-1637 - Fase de resistência ao invasor
o 1637-1644 - Administração de Maurício de Nassau
o 1644-1654 - Insurreição pernambucana

A invasão de Salvador (1624-1625)
Cientes da vulnerabilidade das povoações portuguesas no litoral Nordeste brasileiro, os administradores da Companhia decidiram pelo ataque à então Capital do Estado do Brasil, a cidade do Salvador, na Capitania da Bahia, .

Desse modo, uma armada da Companhia das Índias Ocidentais (WIC – West Indian Company), transportando um efetivo de cerca de 1.700 homens sob o comando do almirante Jacob Willekens, em 10 de Maio de 1624, atacaram e conquistaram a Capital, aprisionando o governador-geral Diogo de Mendonça Furtado (1621-1624). O governo da cidade passou a ser exercido pelo fidalgo holandês Johan Van Dorth.
Em 1625 a Espanha (Espanha e Portugal estavam unidos à época) enviou, como reforço, uma poderosa armada de cinqüenta e dois navios, sob o comando de D. Fadrique de Toledo Osório, a maior então enviada aos mares do Sul: a famosa Jornada dos Vassalos, com quase quatorze mil homens. Essa expedição derrotou e expulsou os invasores holandeses a 1 de maio desse mesmo ano.

A invasão de Olinda e Recife (1630-1654)
O enorme gasto com a fracassada invasão às terras da Bahia foi recuperado quatro anos mais tarde, num audacioso ato de corso quando, no mar do Caribe, o Almirante Pieter Heyn, a serviço da W.I.C., interceptou e saqueou a frota espanhola que transportava o carregamento anual de prata extraída nas colônias americanas.
De posse desses recursos, os holandeses armaram nova expedição, desta vez contra um alvo menos defendido, mas também lucrativo, na região Nordeste do Brasil. O seu objetivo declarado era o de restaurar o comércio do açúcar com os Países Baixos, proibido pelos espanhóis. Investiram, desse modo, sobre a Capitania de Pernambuco, em 1630, conquistando Olinda e depois Recife.

A Insurreição Pernambucana
Também conhecida como Guerra da Luz Divina, foi o movimento que expulsou os holandeses do Brasil, integrando as forças lideradas pelos senhores de engenho André Vidal de Negreiros, João Fernandes Vieira, pelo afro-descendente Henrique Dias e pelo indígena Felipe Camarão.

A Restauração Portuguesa em 1640 conduziu à assinatura de uma trégua de dez anos entre Portugal e os Países Baixos. Com este abalo ao domínio espanhol, a guerra de independência dos Países Baixos prosseguiu.

Na América, o Brasil se pronunciou em favor do Duque de Bragança (1640). Na região Nordeste, sob domínio da WIC, Maurício de Nassau foi substituído na administração. Ao contrário do que preconizara em seu "testamento" político, os novos administradores da companhia passaram a exigir a liquidação das dívidas aos senhores de engenho inadimplentes, política que conduziu à Insurreição Pernambucana de 1645 e que culminou com a extinção do domínio holandês após a segunda batalha dos Guararapes.

Formalmente, a rendição foi assinada em 26 de Janeiro de 1654, na campina do Taborda, mas só provocou efeitos plenos, em 6 de agosto de 1661, com a assinatura da paz de Haia, onde Portugal pagou aos Países Baixos quatro milhões de Florins, equivalente a sessenta e três toneladas de ouro. De acordo com uma corrente historiográfica tradicional em História Militar do Brasil, o movimento assinalou ainda o início do nacionalismo brasileiro, pois os brancos, africanos e indígenas fundiram seus interesses na luta pelo Brasil, e não por Portugal.
Rocha, que odiava espanhóis e era completamente sanguinário, decepava cabeças e saqueava naus espanholas, tudo com aval do Estado holandês, algo como Bush e petróleo ou Flamengo, facilitações e CBF.

De qualquer maneira, se quiser continuar estudando a invasão holandesa, clique aqui.

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