quarta-feira, 22 de abril de 2009

CIENCIA E DEMOCRACIA NA AMAZONIA - LE MONDE DIPLOMATIC BRASIL

Segue abaixo introducao de materia sobre amazonia, escrita por Alain Ruellan no site do LE MONDE. 

Alem do sitio ser excelente pelas materias em si, sempre relevantes, serve tambem para os estudantes embasarem melhor seus argumentos e ficarem sempre com a antena ligada.


"Atualmente, a Amazônia está sob três tipos de atuações humanas: daqueles que a exploram, degradando as suas propriedades naturais; daqueles que a consideram intocável e, por fim, daqueles que acreditam que é possível estabelecer uma relação socioambiental harmoniosa. Porém nada ainda evitou que milhares de hectares da floresta desapareçam em cinzas todos os dias" AQUI para continuar lendo no SITE DO LE MONDE.


Um comentário:

Amanda Gabriella disse...

Esse texto é muito bom, inclusive, para questionar o cientificismo" como forma de conhecimento único. O que nos faz pensar: quais são as outras formas de conhecimento e como se constrói esse cientificismo? Não só o senso-comum, como muitos cientistas ignoram e, muitas vezes, discriminam os conhecimentos dos grupos que vivem na própria Amazônia. Os índios, por exemplo, conhecem vários tipos de vegetação e de fauna não só baseados na observação comum mas numa observação específica e em uma série de testes. Então, por que eles não produzem conhecimento científico? Muitos justificam por não terem estudado em universidades, para ultilizarem métodos de pesquisa objetivos e, assim, tendenciam resultados. Até parece! Desde a escolha do que a pessoa quer pesquisar é um recorte pessoal, sem falar no que você corta na pesquisa e no que você vai enfatizar. Além de justificarem que eles produzem conhecimento baseados na utilidade. Muitas das vegetações e dos animais que eles conhecem, profundamente, não fazem parte da economia ou dos laços sociais, por exemplo. Conhecem pela curiosidade e preocupação com a floresta em si.
A nossa ciência é construída e ainda segue uma lógica positivista. Baseia-se na idéia de evolução da sociedade a partir de um seguimento de história linear e conhecimento maior e menor. Por isso, não há a consulta à população. Mas, claro, que existe o outro lado da ciência diversificadora, por isso essa "briga" do que é melhor.
Não podemos esquecer, claro, como o Estado age diante desse impasse.
Para mim, pelo menos, está demonstrando o interesse de tentar diminuir o desmatamento, mas continua sem esquecer do lucro imediato. Ham! Interesse extremamente questionável.